Biografia (Oficial) de Pedro Santana Lopes

  Pedro Miguel Santana Lopes nasceu em Lisboa, no dia de São Pedro, em 29 de Junho de 1956. Foi o primeiro filho de Maria Ivone e Aníbal Lopes, ela ainda ajudante de enfermagem, ele guarda-livros da companhia das Lezírias, em Lisboa.

Em criança, ficava horas à janela olhando atentamente a movimentação dos operários da construção civil, prestando atenção ao crescimento dos prédios que surgiam à volta de sua casa.

  Talvez por isso, a sua principal distracção fosse brincar com as pequenas peças de lego. No seu imaginário, tal como um arquitecto, construía edificações e vislumbrava a cidade dos seus sonhos.

  Quando os pais saíam para trabalhar, ficava aos cuidados dos avós paternos, Luís Abílio e Maria Deolinda, por quem tinha verdadeira adoração. Quase todos os dias passeava com o avô nos jardins de Benfica.

  Ao completar seis anos, foi matriculado na escola particular de Dona Alice, em São Domingos de Benfica.

Emília, a sua professora na instrução primária, resume a passagem de Pedro pela escola: "Era um bom aluno. Um homenzinho em miniatura. Dava gosto. Nunca o repreendíamos".

Em 1966, entra para o recém-estreado liceu Padre António Vieira. Já no primeiro ano do liceu, Pedro tem um percurso normal, e destaca-se no final do curso, sendo dispensado do exame de ingresso na Faculdade. Era o aluno que sabia onde queria estar e onde queria chegar.

Pedro Santana Lopes sempre soube cultivar boas amizades. Ainda hoje se orgulha de ter grandes amigos que faziam parte do seu grupo de amigos da infância.

Ainda muito jovem, por inspiração do pai, Pedro começa a tomar gosto pela política. Segue atentamente as discussões que o pai tem com o avô sobre a política salazarista e emociona-se com os discursos de John F. Kennedy, presidente dos Estados Unidos. Teria dito ao pai: "Estou maravilhado com a pose, o tom de voz, a força interior e o entusiasmo do presidente Kennedy".

Pedro sempre mostrou uma  tendência especial para a leitura. Apesar de ser um leitor assíduo dos jornais "Diário de Notícias" e a "A Bola", a sua leitura preferida sempre foi o "Diário de Lisboa". Pedro Santana Lopes regressava das aulas a pé para poupar o dinheiro do autocarro e assim poder comprar, na Rotunda do Relógio, um exemplar do jornal. Quando o jornal se viu obrigado a fechar as portas, Pedro, então secretário de Estado da Cultura, escreveu uma carta de pesar. As suas palavras realçam a relevância e a sua contribuição para a formação crítica dos cidadãos portugueses: "ajudou a formar várias gerações e sou testemunha de como sempre soube despertar o interesse e a atenção dos mais jovens, sensibilizando-os para o valor da liberdade e para a importância dos bens do espírito". Sensibilizada com este gesto, a redacção do jornal, que sempre criticou as suas atitudes na pasta com "múltiplas pateadas", retribui-lhe com a seguinte afirmação: "a nota da Redacção impõe-se para significar quanto o gesto do secretário de Estado da Cultura o distingue como homem, governante e como leitor do "Diário de Lisboa". Para Santana Lopes, o nosso último aplauso".

Em 1974, Pedro entra para a faculdade de Direito. Para ajudar a família a enfrentar a crise que se seguiu ao 25 de Abril dá aulas à noite e vende livros do Bloco Cultural.

Pedro destaca-se como líder estudantil. Bom orador, levava ao rubro as assembleias de estudantes. A sua veia política fez-se notar desde logo. Ainda na faculdade, fundou um movimento estudantil MID - Movimento Independente de Direito.

Em Outubro de 1976 decidiu entrar para a política, filiando-se no PSD. Nessa época, o partido vivia uma crise profunda e Pedro dedica-se à vida partidária com paixão e vontade.

No congresso do Porto, em 1978, conhece Sá Carneiro, candidato à presidência do partido. Pedro, solidário com o líder, volta a Lisboa desiludido com a sua derrota.

Esta solidariedade, manifestada em várias oportunidades, iria aproximá-los enquanto Sá Carneiro foi vivo.

Termina a faculdade em 1978, e em 1979 ganha uma bolsa do governo alemão para se especializar em Ciência Política e questões europeias.

Regressado da Alemanha, Pedro é convidado por Sá Carneiro, então primeiro ministro, para ser o seu assessor jurídico.

O jovem e brilhante advogado entra para a vida pública, sendo eleito deputado à Assembleia da República com 24 anos. Entre os seus trabalhos presidiu a Comissão Política da Área Metropolitana de Lisboa.

Em 1985, Pedro foi reeleito deputado por Lisboa e, mais tarde, convidado pelo primeiro ministro Cavaco Silva para assumir a Secretaria de Estado da Presidência do Conselho de Ministros.

Em 1987, integrou o primeiro grupo eleito para o Parlamento Europeu, no topo da sua da lista.

O trabalho que desenvolveu com Cavaco Silva, leva-o a assumir a Secretaria de Estado da Cultura em Janeiro de 1990.

Restaurar o património histórico-cultural degradado, administrar de forma competente os bens culturais e artísticos, vencer a paralisia do teatro, da música e do cinema nacional, estes eram os desafios que aquele jovem de 33 anos iria enfrentar.

O seu trabalho foi notável. Pedro modernizou a Secretaria da Cultura, incentivou a difusão da cultura portuguesa no exterior e atraiu investimentos privados para o sector.

Museus recuperados e conservados, 48 bibliotecas inauguradas, outras 55 com as obras em andamento, centenas de intervenções no património, salas de espectáculos construídas e recuperadas, três novas orquestras, promoção da música, do cinema, do teatro, da dança, da pintura e da fotografia.

Foram feitas obras de restauração em grandes monumentos portugueses que pertencem ao património mundial como o Palácio de Pena, Palácio nacional de Queluz, a Torre de Belém e o Convento de Cristo.

Foi construído o novo Arquivo Nacional da Torre do Tombo, dotado com o que há de mais moderno em matéria de preservação de documentos. Tornou realidade o Centro Cultural de Belém, hoje uma referência nacional e europeia.

Lisboa teve de volta, completamente remodelados, espaços antigos de cultura como o Museu Nacional de Arte Antiga e o Museu do Chiado.

O Teatro Nacional de São João, no Porto, foi comprado pela Secretária de Estado da Cultura e devolvido ao público totalmente restaurado. É das decisões de que mais se orgulha. Todos os governos tinham esse objectivo nos programas, mas foi ele que concretizou o projecto.

O Coliseu de Lisboa, sala do século XIX, foi totalmente reformado. O Politeama foi restaurado. O Parque Mayer, palco das melhores revistas portuguesas, permaneceu aberto, iluminado e bem cuidado.

Entre o Largo do Rato e o Cais Sodré, o projecto "A Sétima Colina", em colaboração com a Câmara, restaurou as fachadas de prédios de grande valor patrimonial, artístico e cultural da cidade.

As verbas para a cultura chegaram a 30 milhões de contos anuais. O número de espectadores de teatro cresceu para meio milhão por ano, e uma média de 37 companhias foram subvencionadas.

Houve um aumento expressivo das verbas destinadas à produção de filmes nacionais. E a memória de Portugal, guardada nas suas primeiras imagens de cinema, estão agora preservadas no Arquivo Nacional de Imagens em Movimento, no Freixial.

Em 1992, quando Lisboa foi a anfitriã do Conselho da Comunidade Européia, Pedro Santana Lopes presidiu ao conselho de ministro de Cultura da Comunidade Européia.

Desde que o Conselho de Ministros da Comunidade Europeia criou o conceito de Capital Europeia da Cultura, nove cidades tinham sido escolhidas: Atenas, Florença, Amsterdão, Berlim, Paris, Glasgow, Dublin e Madrid. Em 1994, Pedro organizou o evento em Lisboa com Jorge Sampaio, um grande momento de afirmação cultural da cidade no contexto europeu e no mundo. Ao todo, foram concretizados 530 projectos, mais de 1.300 representações assistidas por um público de mais de 1 milhão e meio de espectadores.

Nunca se fez tanto pela cultura em Portugal. A arte barroca portuguesa esteve presente nas principais capitais do mundo. Seu trabalho executivo iniciou a retomada da afirmação cultural de Portugal no contexto europeu e internacional.

O amor pelo futebol levou Pedro Santana Lopes a assumir a presidência do clube do seu coração, o Sporting, em 1995, poucos dias antes da equipa conseguir a primeira vitória em muitos anos e ganhar a Taça de Portugal.

Homem da política, homem da vitória, Pedro Santana Lopes assumiu em 1997 um novo desafio: disputar o cargo de Presidente da Câmara da Figueira da Foz.

Pedro Santana Lopes levou para Figueira da Foz o ímpeto empreendedor que havia demonstrado como Secretário de Estado da Cultura.

Em quatro anos transformou o município.

O ensino ganhou mais qualidade. Novas escolas e salas de aula construídas e recuperadas.

O trânsito ganhou mais segurança. Estradas asfaltadas, ruas pavimentadas, iluminadas e urbanizadas, novas avenidas, ciclovias, sinalização e ordenamento.

Mais opções de moradia. Novos fogos construídos.

Mais qualidade de vida. Sistemas de saneamento urbano, redes de água. A cidade ficou mais bonita. Ruas e praças urbanizadas. Novos jardins.

A cidade ganha mais empregos. Infra-estrutura para a instalação de empresas. Um concelho industrial moderno e equipado.

Um turismo com novo encanto: a cidade voltou a ficar na moda com a promoção de eventos desportivos e culturais, espectáculos de música, dança, teatro, concursos artísticos e animação nas praças, praias e jardins.

O património público foi preservado e ampliado com projectos de revitalização e valorização, além de novas aquisições.

Com Pedro Santana Lopes na Presidência da Câmara, o figueirense voltou a ter orgulho de sua cidade, que se transformou num exemplo de administração para os municípios vizinhos. Uma administração de fazer inveja.

O menino cresceu. Fez um trabalho notável pela cultura em Portugal. Uma administração invejável na Figueira da Foz. Afirmou-se como líder nacional. E agora está preparado para fazer muito mais pela sua cidade. Para fazer o que Lisboa precisa.

Texto divulgado durante a Campanha Eleitoral para as eleições autárquicas de Dezembro de 2001

Biografia não oficial

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Outros artigos: Santana Lopes: Um Político Pós-Moderno ; Dois Estilos de Gestão em Análise ; Lopes em Acção: Quando a realidade supera a ficção ; 

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Santana Lopes na Câmara Municipal de Lisboa

 

Jornal da Praceta