Biografia (Oficial) de Pedro Santana Lopes Emília,
a sua professora na instrução primária, resume a passagem de Pedro
pela escola: "Era um bom aluno. Um homenzinho em miniatura. Dava
gosto. Nunca o repreendíamos". Em
1966, entra para o recém-estreado liceu Padre António Vieira. Já no
primeiro ano do liceu, Pedro tem um percurso normal, e destaca-se no
final do curso, sendo dispensado do exame de ingresso na Faculdade. Era
o aluno que sabia onde queria estar e onde queria chegar. Pedro
Santana Lopes sempre soube cultivar boas amizades. Ainda hoje se orgulha
de ter grandes amigos que faziam parte do seu grupo de amigos da infância. Ainda
muito jovem, por inspiração do pai, Pedro começa a tomar gosto pela
política. Segue atentamente as discussões que o pai tem com o avô
sobre a política salazarista e emociona-se com os discursos de John F.
Kennedy, presidente dos Estados Unidos. Teria dito ao pai: "Estou
maravilhado com a pose, o tom de voz, a força interior e o entusiasmo
do presidente Kennedy". Pedro
sempre mostrou uma tendência
especial para a leitura. Apesar de ser um leitor assíduo dos jornais
"Diário de Notícias" e a "A Bola", a sua leitura
preferida sempre foi o "Diário de Lisboa". Pedro Santana
Lopes regressava das aulas a pé para poupar o dinheiro do autocarro e
assim poder comprar, na Rotunda do Relógio, um exemplar do jornal.
Quando o jornal se viu obrigado a fechar as portas, Pedro, então secretário
de Estado da Cultura, escreveu uma carta de pesar. As suas palavras realçam
a relevância e a sua contribuição para a formação crítica dos
cidadãos portugueses: "ajudou a formar várias gerações e sou
testemunha de como sempre soube despertar o interesse e a atenção dos
mais jovens, sensibilizando-os para o valor da liberdade e para a importância
dos bens do espírito". Sensibilizada com este gesto, a redacção
do jornal, que sempre criticou as suas atitudes na pasta com "múltiplas
pateadas", retribui-lhe com a seguinte afirmação: "a nota da
Redacção impõe-se para significar quanto o gesto do secretário de
Estado da Cultura o distingue como homem, governante e como leitor do
"Diário de Lisboa". Para Santana Lopes, o nosso último
aplauso". Em
1974, Pedro entra para a faculdade de Direito. Para ajudar a família a
enfrentar a crise que se seguiu ao 25 de Abril dá aulas à noite e
vende livros do Bloco Cultural. Pedro
destaca-se como líder estudantil. Bom orador, levava ao rubro as
assembleias de estudantes. A sua veia política fez-se notar desde logo.
Ainda na faculdade, fundou um movimento estudantil MID - Movimento
Independente de Direito. Em
Outubro de 1976 decidiu entrar para a política, filiando-se no PSD.
Nessa época, o partido vivia uma crise profunda e Pedro dedica-se à
vida partidária com paixão e vontade. No
congresso do Porto, em 1978, conhece Sá Carneiro, candidato à presidência
do partido. Pedro, solidário com o líder, volta a Lisboa desiludido
com a sua derrota. Esta
solidariedade, manifestada em várias oportunidades, iria aproximá-los
enquanto Sá Carneiro foi vivo. Regressado
da Alemanha, Pedro é convidado por Sá Carneiro, então primeiro
ministro, para ser o seu assessor jurídico. O
jovem e brilhante advogado entra para a vida pública, sendo eleito
deputado à Assembleia da República com 24 anos. Entre os seus
trabalhos presidiu a Comissão Política da Área Metropolitana de
Lisboa. Em
1985, Pedro foi reeleito deputado por Lisboa e, mais tarde, convidado
pelo primeiro ministro Cavaco Silva para assumir a Secretaria de Estado
da Presidência do Conselho de Ministros. Em
1987, integrou o primeiro grupo eleito para o Parlamento Europeu, no
topo da sua da lista. O
trabalho que desenvolveu com Cavaco Silva, leva-o a assumir a Secretaria
de Estado da Cultura em Janeiro de 1990. Restaurar o património histórico-cultural
degradado, administrar de forma competente os bens culturais e artísticos,
vencer a paralisia do teatro, da música e do cinema nacional, estes
eram os desafios que aquele jovem de 33 anos iria enfrentar. O
seu trabalho foi notável. Pedro modernizou a Secretaria da Cultura,
incentivou a difusão da cultura portuguesa no exterior e atraiu
investimentos privados para o sector. Museus
recuperados e conservados, 48 bibliotecas inauguradas, outras 55 com as
obras em andamento, centenas de intervenções no património, salas de
espectáculos construídas e recuperadas, três novas orquestras, promoção
da música, do cinema, do teatro, da dança, da pintura e da fotografia. Foram
feitas obras de restauração em grandes monumentos portugueses que
pertencem ao património mundial como o Palácio de Pena, Palácio nacional de Queluz, a Torre de Belém e o Convento de Cristo. Foi
construído o novo Arquivo Nacional da Torre do Tombo, dotado com o que
há de mais moderno em matéria de preservação de documentos. Tornou
realidade o Centro Cultural de Belém, hoje uma referência nacional e
europeia. Lisboa
teve de volta, completamente remodelados, espaços antigos de cultura
como o Museu Nacional de Arte Antiga e o Museu do Chiado. O
Teatro Nacional de São João, no Porto, foi comprado pela Secretária
de Estado da Cultura e devolvido ao público totalmente restaurado. É
das decisões de que mais se orgulha. Todos os governos tinham esse
objectivo nos programas, mas foi ele que concretizou o projecto. O
Coliseu de Lisboa, sala do século XIX, foi totalmente reformado. O
Politeama foi restaurado. O Parque Mayer, palco das melhores revistas
portuguesas, permaneceu aberto, iluminado e bem cuidado. Entre
o Largo do Rato e o Cais Sodré, o projecto "A Sétima
Colina", em colaboração com a Câmara, restaurou as fachadas de
prédios de grande valor patrimonial, artístico e cultural da cidade. As
verbas para a cultura chegaram a 30 milhões de contos anuais. O número
de espectadores de teatro cresceu para meio milhão por ano, e uma média
de 37 companhias foram subvencionadas. Houve
um aumento expressivo das verbas destinadas à produção de filmes
nacionais. E a memória de Portugal, guardada nas suas primeiras imagens
de cinema, estão agora preservadas no Arquivo Nacional de Imagens em
Movimento, no Freixial. Em
1992, quando Lisboa foi a anfitriã do Conselho da Comunidade Européia,
Pedro Santana Lopes presidiu ao conselho de ministro de Cultura da
Comunidade Européia. Desde
que o Conselho de Ministros da Comunidade Europeia criou o conceito de
Capital Europeia da Cultura, nove cidades tinham sido escolhidas:
Atenas, Florença, Amsterdão, Berlim, Paris, Glasgow, Dublin e Madrid.
Em 1994, Pedro organizou o evento em Lisboa com Jorge Sampaio, um grande
momento de afirmação cultural da cidade no contexto europeu e no
mundo. Ao todo, foram concretizados 530 projectos, mais de 1.300
representações assistidas por um público de mais de 1 milhão e meio
de espectadores. Nunca
se fez tanto pela cultura em Portugal. A arte barroca portuguesa esteve
presente nas principais capitais do mundo. Seu trabalho executivo
iniciou a retomada da afirmação cultural de Portugal no contexto
europeu e internacional. O
amor pelo futebol levou Pedro Santana Lopes a assumir a presidência do
clube do seu coração, o Sporting, em 1995, poucos dias antes da equipa
conseguir a primeira vitória em muitos anos e ganhar a Taça de
Portugal. Homem
da política, homem da vitória, Pedro Santana Lopes assumiu em 1997 um
novo desafio: disputar o cargo de Presidente da Câmara da Figueira da
Foz. Pedro
Santana Lopes levou para Figueira da Foz o ímpeto empreendedor que
havia demonstrado como Secretário de Estado da Cultura. Em
quatro anos transformou o município. O
ensino ganhou mais qualidade. Novas escolas e salas de aula construídas
e recuperadas. O
trânsito ganhou mais segurança. Estradas asfaltadas, ruas
pavimentadas, iluminadas e urbanizadas, novas avenidas, ciclovias,
sinalização e ordenamento. Mais
opções de moradia. Novos fogos construídos. Mais
qualidade de vida. Sistemas de saneamento urbano, redes de água. A cidade ficou mais bonita. Ruas e praças urbanizadas. Novos jardins. A
cidade ganha mais empregos. Infra-estrutura para a instalação de
empresas. Um concelho industrial moderno e equipado. Um
turismo com novo encanto: a cidade voltou a ficar na moda com a promoção
de eventos desportivos e culturais, espectáculos de música, dança,
teatro, concursos artísticos e animação nas praças, praias e
jardins. O
património público foi preservado e ampliado com projectos de revitalização e valorização, além de novas aquisições. Com
Pedro Santana Lopes na Presidência da Câmara, o figueirense voltou a
ter orgulho de sua cidade, que se transformou num exemplo de administração
para os municípios vizinhos. Uma administração de fazer inveja. O menino cresceu. Fez um trabalho notável pela cultura em Portugal. Uma administração invejável na Figueira da Foz. Afirmou-se como líder nacional. E agora está preparado para fazer muito mais pela sua cidade. Para fazer o que Lisboa precisa. Texto divulgado durante a Campanha Eleitoral para as eleições autárquicas de Dezembro de 2001 |
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. Santana Lopes na Câmara Municipal de Lisboa
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