Machado
Rodrigues: Mais um corrupto?
Adensam-se
as alegadas ligações deste vereador ao submundo do tráfico
de influências e a negócios de contornos pouco claros. Pelo meio aponta-se a
aquisição de apartamentos de luxo, deaparecimento de processos na CML, ligações a empresas de construção de
parques de estacionamento, nomeadamente aos famigerados parques de estacionamento residenciais subterrâneos,
como o da Rua José Lins do Rego. Para bem da transparência e da credibilidade das
instituições públicas é necessário, apurar quanto antes, a Verdade.
No caso de se confirmar actuações ilícitas, é preciso averiguar quem na CML ou nas
Juntas de Freguesia está igualmente ligado a este tipo de negociatas. A
pressão que têm sido sujeitos, durante anos, os moradores da Rua José Lins do
Rego, para aceitarem a construção do citado parque, excede em muito o poder de
actuação deste vereador, envolve diversos serviços e orgãos
autárquicos. Caso Um:
Inquérito-crime sobre a sua estranha compra, na zona de Belém, dois
apartamentos de luxo e uma loja no mesmo condomínio pelo valor total de
32.500 contos. Aos preços de mercado, esclarece o mesmo jornal, o seu
valor real rondaria os 200 mil contos. Por esta pechincha, Machado
Rodrigues, pagou de sisa apenas 575 contos, em vez dos cerca de 15
mil fixados pela lei. Mais
Caso Dois:
Interesses deste vereador e de alguns dos seus sócios e mais directos
colaboradores cruzam-se, há quase 20 anos, com negócios no sector dos
transportes e do estacionamento, que envolvem nomeadamente a
construção de parques residenciais subterrâneos em Lisboa. As peças
de uma teia que o jornal Público revelou: 1. As várias coincidências
difíceis de explicar; 2. A habitual confusão entre
público e privado; 3. O negócio dos parques
residenciais; 3.As
empresas e os nomes dos envolvidos.
Caso Três :
Em Março de 2002, vem a público uma nova ligação, no mínimo estranha
de Machado Rodrigues, ao processo de cedência terrenos municipais
que, três anos antes, o então presidente da autarquia, João Soares, havia
entregue à Universidade Moderna para que esta criasse uma zona verde e de
estacionamento em frente à sua reitoria. Graças às garantias verbais do
ex-autarca, os antigos dirigentes da Moderna, actualmente presos e à espera
de julgamento, gastaram dezenas de milhar de contos no arranjo do espaço
depois atribuído a sociedade Carlos Saraiva II - Empreendimentos Turísticos
SA. O principal accionista desta empresa é o mesmo empresário que, poucos
meses antes, em nome de uma outra sociedade por si controlada, negociou a
venda de três apartamentos de luxo a Machado Rodrigues, em condições que
estão a ser investigadas pelo Ministério Público. Mais três artigos para
a colecção: 1. Uma cedência expedita de
terrenos camarários; 2. A habitual
confusão entre público e privado; 3. O
florescente negócio dos parques de estacionamento em que o ex-vereador
era especialista. O
caso promete novas revelações, sobretudo agora que envolve a Universidade
Moderna, cujas ligações à CML dissecamos noutro lugar.
Caso Quatro .
O estranho
desaparecimento de um processo de licenciamento com irregularidades do
Gabinete da Vereadora Margarida Magalhães, conectado com o caso
Machado Rodrigues Machado Rodrigues
foi o vereador responsável pelo pelouro do
trânsito na CML entre Dezembro de 1989 e Dezembro de 2001.
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