Jornal da Praceta

Fundado em 2001

Câmara Municipal de Lisboa

Pela primeira vez na Internet um espaço exclusivamente dedicado à informação e análise crítica da gestão camarária 

 

Parques e Grandes Jardins de Lisboa

 

 

  José Sá Fernandes. Um símbolo ?

Durante anos habituamo-nos a respeitar este lisboeta pela frontalidade como defendia as suas ideias em prol da cidade, denunciava casos de corrupção e se batia pelos espaços verdes. Era um símbolo de civismo incontornável. 

Na sequência das eleições autárquicas de 15 de Julho de 2007, em que foi eleito vereador pelo Bloco de Esquerda, acabou por integrar a câmara dirigida por António Costa (Partido Socialista). Desde então José Sá Fernandes nunca mais foi o mesmo. Aquilo que antes o faria vir para a praça pública é agora silenciado. Como dizia uma cartaz "O Zé está amordaçado".

O melhor exemplo desta nova atitude é o que está a acontecer em relação à construção de uma parque de estacionamento num jardim público na Rua José Lins do Rêgo. 

Durante anos, o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda denunciaram este caso, como o exemplo paradigmático da gestão irresponsável de Santana Lopes/Carmona Rodrigues. Em Maio de 2008, menos de um ano depois de estarem no poder, estes dois partidos aparecem envolvidos na sua construção. Os espaços verdes deixaram de ser uma das suas prioridades?. 

Em face da pronta acção dos moradores, o "Zé", como era popularmente chamado, acabou por reconsiderar meses e opôs-se à construção do parque no jardim. Será que as convicções do Zé são firmes ou muda de posição como um catavento?

 

 

Plano Verde do Concelho de Lisboa

Lisboa está a transformar-se numa cidade cada vez menos atractivo para se viver, possui elevados níveis de poluição e amplas zonas com um urbanismo caótico e agressivo.  A questão do Plano Verde volta de novo a colocar-se, numa autarquia completamente descredibilizada. Mais   

  

 

Privatização Equipamentos Desportivos Municipais

A CML, incluindo a Assembleia Municipal e as 53 Juntas de Freguesia andaram durante anos a alimentar bandos de parasitas, encontrando-se actualmente falida e endividada. Há muito tempo que deixou de ter recursos para sustentar muitos dos equipamentos culturais e desportivos da cidade. Um a um foram sendo abandonados, como as conhecidas piscinas do Campo Grande, Areeiro e Olivais. 

Face a este panorama, a CML dirigida por António Costa, em vez de fazer uma profunda reforma na CML de modo a acabar com a parasitagem, optou pelo processo mais simples: manter a parasitagem e alienar os equipamentos desportivos e culturais da cidade.

A prosseguir esta política, dentro em breve, a CML deixará de prestar qualquer serviço aos municipes, concentrando-se apenas na recolha de recursos públicos para alimentar uma estrutura parasitária. 

 

 

Doenças Contagiosas nos Jardins Públicos

A proliferação de cães e gatos nos jardins públicos transformou estes espaços de lazer num perigo para a saúde pública. As crianças são as grandes vítimas desta invasão, pois são particularmente vulneráveis a doenças infecto-contagiosas transmissíveis por parasitas que se escondem nos cães e gatos. A situação atingiu proporções alarmantes quando se tornou moda, em Lisboa, os donos destes animais usarem a relva dos jardins para os mesmos defectarem. Esta não tardou a tornar-se num espaço emporcalhado e mau cheiroso. 

Entre as doenças transmissíveis pelos animais, conta-se a toxocarose, uma das principais doenças parasitárias que se transmite por via oral, podendo dar origem, entre outros, a problemas de fígado.    

 

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Pequenos Jardins de bairro

 

Os pequenos de Lisboa estão há muito a  ser deixados ao abandono pelos serviços camarários. A política parece ser transformá-los em parques de estacionamento ou simplesmente abandoná-los. Nesta voragem nada escapa. Pontualmente em alguns destes jardins são feitas limpezas e pequenas melhorias, mas rapidamente esta preocupação desaparece. Tudo volta ao normal, o mesmo é dizer a um rápido processo de degradação. Mais

 

 

 

Parques e Grandes Jardins de Lisboa

Observando a política camarária sobre os espaços verdes é notório que a CML nos últimos anos apostou claramente na criação de grandes espaços verdes, em detrimento dos pequenos jardins de bairro. Se estes parques permitem uma maior economia nos custos de manutenção, não deixam de alterar contudo a relação do lisboeta com a sua cidade. Os hábitos de convívio associados aos pequenos jardins estão a ser substituídos pelos percursos ruidosos dos "grupos" que vagueiam pelos parques. Mais

As barracas e o lixo são uma constante na ilha concebida por Keil do Amaral no jardim do Campo Grande. Impressiona o estado de degradação de um jardim que já foi cartaz turístico de Lisboa.

 

 

A CML dá o exemplo !

O desleixo dos serviços camarários dos espaços verdes é inqualificável, dando os seus dirigentes e técnicos contínuos exemplos da mais completa desadequação  às funções que lhes estão confiadas.  A situação do Jardim do Campo Grande é paradigmática da incúria camarária.  

Faz espécie que nenhum dos responsáveis por este espaço tenha reparado no estado de degradação em que se encontra a "Ilha" , onde se situa um "Café" com esplanada e se alugam de barcos. 

 

Proliferam por todo o lado construções abarracadas e os destroços de remodelações anteriores (cadeiras e mesas partidas, entulho, barrotes, chapas metálicas, tubos do gaz, caixotes de lixo abandonados, etc). O lixo abunda por todos os cantos, e como se não bastasse tudo isto, o espaço está a ser privatizado pelos  funcionários camarários (?) que o estão a transformar num comedouro e horta para o plantio de couves e outros vegetais. Mais

 

 
 

 

Contratos CML - Juntas de Freguesia

 

Os contratos que a CML tem estabelecido com as juntas de freguesia, para a manutenção e arranjo dos jardins e outros espaços ajardinados, tem-se revelado uma experiência muito negativa a avaliar pelos resultados na Freguesia do Campo Grande. Mais

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VIVA LISBOA

   
 
 
 
  
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Ribeiro Telles foi afastado da CML por Santana Lopes, dado que não estava disposto a pactuar com mais atentados contra o ambiente e a completa degradação da vida na cidade.

(Jornais de 15/1/2003)

 

Entre outros projectos que realizou para a CML conta-se um estudo para a reabilitação dos logradouros do Bairro de Alvalade. 

 

Opôs-se de  forma clara à construção do parque de estacionamento subterrâneo na Rua José Lins do Rego, considerando-o um perfeito absurdo.

 

 

 

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