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José Sá Fernandes. Um símbolo ?
Durante anos
habituamo-nos a respeitar este lisboeta pela
frontalidade como defendia as
suas ideias em prol da cidade, denunciava casos de corrupção e se batia pelos
espaços verdes. Era um símbolo de civismo incontornável.
Na sequência das
eleições autárquicas de 15 de Julho de 2007, em que foi eleito vereador pelo
Bloco de Esquerda, acabou por integrar a câmara dirigida por António Costa
(Partido Socialista). Desde então José
Sá Fernandes nunca mais foi o mesmo. Aquilo que antes o faria vir para a praça
pública é agora silenciado. Como dizia uma cartaz "O Zé está
amordaçado".
O melhor exemplo
desta nova atitude é o que está a acontecer em relação à construção de
uma parque de estacionamento num jardim público na Rua José Lins do Rêgo.
Durante anos, o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda denunciaram este caso,
como o exemplo paradigmático da gestão irresponsável de Santana Lopes/Carmona
Rodrigues. Em Maio de 2008, menos de um ano depois de estarem no poder, estes
dois partidos aparecem envolvidos na sua construção. Os espaços verdes
deixaram de ser uma das suas prioridades?.
Em face da pronta
acção dos moradores, o "Zé", como era popularmente chamado, acabou
por reconsiderar meses e opôs-se à construção do parque no jardim. Será que
as convicções do Zé são firmes ou muda de posição como um catavento?
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Plano Verde do
Concelho de
Lisboa
Lisboa está a transformar-se
numa cidade cada vez menos atractivo para se viver, possui elevados níveis de
poluição e amplas zonas com um urbanismo caótico e agressivo. A questão do
Plano Verde volta de novo a colocar-se, numa autarquia completamente
descredibilizada. Mais
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Privatização
Equipamentos Desportivos Municipais
A CML, incluindo a
Assembleia Municipal e as 53 Juntas de Freguesia andaram durante anos a
alimentar bandos de parasitas, encontrando-se actualmente falida e endividada.
Há muito tempo que deixou de ter recursos para sustentar muitos dos
equipamentos culturais e desportivos da cidade. Um a um foram sendo
abandonados, como as conhecidas piscinas do Campo Grande, Areeiro e
Olivais.
Face a este
panorama, a CML dirigida por António Costa, em vez de fazer uma profunda
reforma na CML de modo a acabar com a parasitagem, optou pelo processo mais
simples: manter a parasitagem e alienar os equipamentos desportivos e
culturais da cidade.
A prosseguir esta
política, dentro em breve, a CML deixará de prestar qualquer serviço aos
municipes, concentrando-se apenas na recolha de recursos públicos para
alimentar uma estrutura parasitária.
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Doenças
Contagiosas nos Jardins Públicos
A proliferação de
cães e gatos nos jardins públicos transformou estes espaços de lazer num
perigo para a saúde pública. As crianças são as grandes vítimas desta
invasão, pois são particularmente vulneráveis a doenças infecto-contagiosas
transmissíveis por parasitas que se escondem nos cães e gatos. A situação
atingiu proporções alarmantes quando se tornou moda, em Lisboa, os donos
destes animais usarem a relva dos jardins para os mesmos defectarem. Esta não
tardou a tornar-se num espaço emporcalhado e mau cheiroso.
Entre as doenças
transmissíveis pelos animais, conta-se a toxocarose, uma das principais
doenças parasitárias que se transmite por via oral, podendo dar origem, entre
outros, a problemas de
fígado. |
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Pequenos
Jardins de bairro Os
pequenos de Lisboa estão há muito a ser deixados ao abandono pelos serviços
camarários. A política parece ser transformá-los em parques de estacionamento
ou simplesmente abandoná-los. Nesta voragem nada escapa. Pontualmente em alguns
destes jardins são feitas limpezas e pequenas melhorias, mas rapidamente esta preocupação
desaparece. Tudo volta ao normal, o mesmo é dizer a um rápido processo de
degradação. Mais |
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Parques e
Grandes Jardins de Lisboa
Observando a política
camarária sobre os espaços verdes é notório que a CML nos últimos anos
apostou claramente na criação de grandes espaços verdes, em detrimento dos
pequenos jardins de bairro. Se estes parques permitem uma maior economia nos
custos de manutenção, não deixam de alterar contudo a relação do lisboeta
com a sua cidade. Os hábitos de convívio associados aos pequenos jardins estão
a ser substituídos pelos percursos ruidosos dos "grupos" que
vagueiam pelos parques. Mais

As
barracas e o lixo são uma constante na ilha concebida por Keil do Amaral no
jardim do Campo Grande. Impressiona o estado de degradação de um jardim que já
foi cartaz turístico de Lisboa.
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A CML dá o exemplo !
O
desleixo dos serviços camarários dos espaços verdes é inqualificável,
dando os seus dirigentes e técnicos contínuos exemplos da mais completa
desadequação às funções que lhes estão confiadas. A
situação do Jardim do Campo Grande é paradigmática da incúria
camarária.
Faz
espécie que nenhum dos responsáveis por este espaço tenha reparado no
estado de degradação em que se encontra a "Ilha" , onde se situa
um "Café" com esplanada e se alugam de barcos.
Proliferam por todo
o lado construções abarracadas e os destroços de remodelações anteriores
(cadeiras e mesas partidas, entulho, barrotes, chapas metálicas, tubos do gaz,
caixotes de lixo abandonados, etc). O lixo abunda por todos os cantos, e como
se não bastasse tudo isto, o espaço está a ser privatizado pelos
funcionários camarários (?) que o estão a transformar num comedouro e horta
para o plantio de couves e outros vegetais. Mais
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Contratos
CML - Juntas de Freguesia
Os
contratos que a CML tem estabelecido com as juntas de freguesia, para a
manutenção e arranjo dos jardins e outros espaços ajardinados, tem-se
revelado uma experiência muito negativa a avaliar pelos resultados na
Freguesia do Campo Grande. Mais
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VIVA
LISBOA | | |
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